quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Agora somos livro tambem....



Disponível para venda virtual dos exemplares  contacte por e-mail  solicitando  o seu autografado.
misialourice@gmail.com

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Desenho do infinito




Tira  o tino
Desdenha  de minha boca
Usa  palavra chibatas
 E estapeia meus sentidos
Aturde meus olhos
Espreguiçando palavras 
Que devoram as  curiosidades
Atiça-me  lobas viscerais
Queima , aturde , desfaz
 Desestruturo
Neologizo  arquitetando
 A desvirtude  e o devaneio





 Reconstruções, reinvenções poeticas após leituras infindaveis das lindezas verbais  de   Luis Serguilha

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sobre ontem...



Passarinhei por uma tarde inteira
a noite derramou
gotas de lua sobre mim
eu não quero enxugar poesia
prefiro que escorra pelas calçadas
pelos cantos da boca
pelos dedos da alma lavada.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Questionamentos ao vento


Quanto de mim 

Dispo 
Ao abraçar hipocrisias

Quanto de mim

Socorro 
Entre escombros de verdades nuas

Quanto de mim

Desperta
Acende a palavra certa

E volta a dormir

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Exercícios Poeticos e a transição


Sacralizo as sensualidades
As tecnicidades
As economias
Sacralizo as banalidades
As unicidades
 As reticencias
Embriago de disparidades
De paridades
De sociedades
 E individualidades



Tudo me parece cachaça
 Embriago de lua
Faisco
Tudo me acende
E me apaga
Abobada
Descuido do sono
Da nudez
Da vida

Já não sei mais nada...

sábado, 20 de julho de 2013

Pedaços de Céu




Meus pequenos pedaços azuis de céu
Tímidos escondem sua nudez entre brancas nuvens
Os raios de sol vão espiar
Tentados pela sua beleza infantil
Pela serenidade de seu olhar inquiridor 
E pela curiosidade de seus dedos inquietos
Hora ou outra vão estampar a claridade fria da lua
Ou se acinzentar derramando sangue
Cinzas ou apenas água.

Meus pedaços alaranjados de céu
Rabiscados pelas cores de um fim de tarde que não cessa
Repletos das suas múltiplas nuances de dor
Transbordam gotas poéticas multifacetadas
Em suas poetices são infantis
Com suas amorosidades são aconchegáveis
Gotejam paixões
Marejam oceanos ulissianos
Abrandam corações flamejantes
Com suas liras tão queridas, sussurradas ao chegar da madrugada.

terça-feira, 9 de julho de 2013

A chegada do amor



As janelas abertas me trouxeram
Um punhado de borboletas coloridas
Enfeitando o vidro   por dentro de mim
O vento frio trouxe  notas musicais
A lua derramava mel  sob nossas cabeças
E eu uma coberta azul  de estrelas 
Você  vinho e as taças
Para admirarmos juntos o  desfile dos ponteiros
Na rotina interminável de contar o tempo
Almofadas aleatoriamente espalhadas  pelo chão 
Nos acomodamos  entre a ternura das saudades
Enquanto o frio  segue arrastando
A preguiça para um lugar mais  confortável
Vou para onde os olhos se  fecham
Emudeço de amor  e me  aconchego
Faço de nossos braços o  ninho para nossos sonhos 

domingo, 7 de julho de 2013

Brincadeiras do vento


Procurei palavras na gaveta
encontrei-as perdidas em todo lugar
gaguejei, retruquei e cuspi seco
a gaveta estava vazia de todas elas 
comparativos e hiperlativos corriam pelo chão da sala
arremedos de palavras
partes desconectadas das ideias
de mim despencam neologismos 
escorrendo pela ponta dos dedos 
gotejo-me em sentidos inesperados 
inatos 
questiono e o eco me responde
por que?
por que seriamos todos iguais 
algo que a lente do desejo nao distingue
pego a vassoura e a pá 
varro todas palavras e sua desconecção
amarro-as entre os dedos 
e vou dormir embriagada de tanto pensar

terça-feira, 2 de julho de 2013

As portas

Como se procurasse roupas que não me cabem
Abro as portas  do meu peito
Vasculho sentimentos que não me servem
Abro a minha mente
Descubro pensamentos que não me competem
Esvazio de crendices  e preconceitos
Sinto mais  leve
Jogo todas as ideias pra cima
Espalho elas no papel num sopro
Mente vazia  com o coração cheio
Alma irradiando transbordando
Pelas lembranças  coloridas  do amanhecer
A brisa entra pela janela
Carregando todas as outras ideias


Que eu ia usar para escrever...

domingo, 9 de junho de 2013

Quando...


Quando me balança,
Sou criança pequena  pedindo colo
Quero o aconchego meigo 
Do viajante que  veio de longe

Quando me sacode
Sou tronco firme de arvore  antiga
Meus braços longos deitam ao chão
Os  frutos  maduros e as flores  helicoidais
Que chuviscam tua fronte em festa

Quando me deita
Sou um oceano de fina e escorregadia  areia
Deslizo entre seus  dedos  e te faço mergulhar
Enrosco meus cabelos em teus dentes
Enquanto minha pseudo aridez
Vai tragando o suor de teu corpo com  milimétrica precisão
Aparências apenas,  somos  tão  acanhados
Dormindo em nossas vestes de amor


Deitados no  nosso leito iluminado  com a luz  das estrelas.

Sintomas de Primavera precoce




Quando os mornos ventos chegarem
Subindo pelas minhas pernas
Como se escalassem muralhas  perfiladas
De  pedra encoberta apenas por  musgo e gelo
A aragem  morna conduzida pelos teus braços
Trouxe vida nova aos meus olhos
Meu coração  relaxou
Essa  marcha abismada e frenética,
Exaurido pelo frio
Se entrega dócil ao  prenuncio de sol
A primavera se revela discreta
Como  a namorada  que se desnuda pela primeira vez
Entre sorrisos , rubores e sutilezas
Abre as portas da minha casa
Convida o sol e as flores
Põe a mesa  o mais singelo banquete
Uma dose de acalento e mel
Um prato com uma farta fatia de amor
Cafune antes de dormir

Sorrisos generosos ao acordar

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ideias e Nebulosas



Toda vez que fecho os olhos
Mergulho na fria paisagem
Do desconhecido extremo
Dentro de mim nebulosas
Fagulhas da essência divina me dizem , desperta!
Mas toda vez que abro os olhos
Vejo as borboletas  contornando meus dedos
Encontro um mundo aquecido feito de sol
Outras milhões de galáxias me circundam
Vagando sem sentido algum
Enquanto respiro de olhos abertos
Pisco meus olhos  entre eternidades e anos luz
Confundo as vezes o dentro e o fora
O riso  e a pausa
Dentro de mim um universo de possibilidades
Fios de luz emaranhados  nos cabelos
Quem sou eu, me pergunto
Sou o silencio do universo
Respondo aos berros  como um big bang
Não me pergunte quem sou eu
Sou uma parideira de ideias
Dentro de mim um ninho

Dentro de mim, só eu  estou ...

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Porque de tudo


Quando existe o embate
O desconforto da duvida  e o questionamento
A alma me pede  lapis  e papel
Desenho em palavras o caminho percorrido
De uma ideia  a outra
Vou marcando no papel  os pontos de luz
E as sombras que ocultaram meus olhos
Vou deixando registro do que sobrecarrega
Do que pesa  sobre meus ombros
Do que me traz extremo contentamento
O que me faz transbordar de amor
Desenho corpos no ápice do desejo
E as descobertas  comuns  que me fascinam.
Canto a lua , por do sol  e o animal ferido
Canto para os nós  dos cabelos da aura
Enquanto eles me enfeitiçam na madrugada
Canto para os amores carnais  e suas volúpias
Canto para  o nada,  com essa  voz que eu tenho
um tanto rouca  e desafinada  eu arrisco tudo
Como os  eternos  tecedores de ilusão
Apenas  para o instante que existe
De corpo e alma  apenas

Canto ....

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Uma taça de veneno para dois



Mil explosões  foram ouvidas
Condensando a fria logica
Os olhos suplicantes  de uma quimera
O fascinante canto da plêiade
E o clamor da pálida brisa
Sussurrando   serenai , serenai...

Quando o frio precipitou
O veneno já estava posto sobre a mesa
Delicadamente em  taças buriladas
Sutilmente olvidado de quem fosse
Permaneceu maliciosamente intocado

Ai de mim,  tentadores venenos
Tão fielmente determinados  a me seduzir
Espargindo suas  voluptuosas fragrâncias
Semeando contingências e  ilusões
Enquanto envolta na aragem fria
Insistia serenai , serenai.....

terça-feira, 14 de maio de 2013

Cancioneiro do espadachim embriagado



Hoje  a lua me chama e eu vou
As luzes irradiando  por todos lugares
E eu sedenta  e destemida me deixo levar
Por que minha consistência é de estrelas
Preciso estar no céu  a flutuar

Hoje o vento me chama  e eu vou
Carregada pela necessidade de fluir
De  deixar fluir por mim as energias vitais
Eu  feliz me deixo levar  como o sonho
Feita da magia do amanhecer

O amanhã  me chama para perto de si
E eu vou caminhando  sem cansar
Com minha bagagem de sonho  e esperança
Uma garrafa de ilusão me embriaga os sentidos
Vou aonde o amanhã me chama
Acordo empoeirada , a beira da estrada
Pensando se o amanhã também não foi ontem.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sentimentos de pedra






Amizades artificiais 
Que não resistem a agua e sabão
Não as desejo
Anseio sentimentos de pedra
Para o vento , a chuva e o tempo lapidarem 

Sentimentos glaciais
Não os desejo , nem desejei
Não resistem ao calor do sol
Se afogam em culpas , medos e ansias
Não suportam a convivência diária
Sem tricarem em mil fractais

Desejo a serenidade dos sons da casa
O abraço de boas vindas
O conhecido e o familiar
Aquilo que não conhece mentiras nem ocultisses
O que se lava com lagrima e não se corroi
O que se limpa de gozo sem perder o prazer
O que se sustenta em olhares
O que se perpetua em ações

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Complementos e antiteses







Vamos brincar
Na inocência de nossos dias
Hoje você é o sol  e eu a neblina
Amanhã eu sou chuva  e você a bacia
Hoje eu sou o folego  e você o ar
Um dia a folha e você o galho
Horas o som e você o silencio
Outras você a areia e eu o mar

terça-feira, 7 de maio de 2013

Lição de jardinagem





Sou ramo cortado
Embrionado
Me desfaço em negras flores
Surgidas da batata embrionada

Ramo espinhento que fui
Lamina  feroz que rasgando  a terra árida
A flor que precisa sobreviver ao tempo
Ao vento

Não sou uma coisa , nem outra
Enterrada sob a terra sufoco sonhos
Alimento  em silencio a flor
Anseios  Abortados
Para nutrirem outras raízes

Não sou uma coisa nem a outra
Nem o riso da paz , nem o amor enternecido
Nem o gemido da dor , nem o suspiro aliviado
Nem a flor exuberante , nem a raiz sufocada

sábado, 4 de maio de 2013

O desejo , o frio e a pele




O frio belisca  a pele nua
Amanhã é mais um dia
Na sucessão  interminável dos dias
Um segundo substitui o outro com perfeição
Ainda assim  a espera nunca cessa
As neblinas  nunca deixam de enevoar olhos
As cachoeiras de lagrimas estão asseguradas
O peito doe, dentro dele o coração se espreme
Cuspindo frio , esperança  e exaustão
A certeza do amontoado das horas
Traz uma dose extra de tédio para mim ,que apenas  espero
Sou espectadora da vida
Encho a cama de vazios e certezas e  vou deitar
A noite é longa para sorver congelados momentos passados
Sucedem- horas e o tempo não passa
Sucedem me ideias pavorosas incitadas pelo frio
Enquanto belisca minha pele e me  tira o sono
E a pele sonha arder nua outra vez
Maltratada pelo frio e pelo tempo
A pele se satisfaz com o sono curto
Vira para o outro lado
Empurra as certezas pra fora
Abraça  o vazio em busca de mais paz e mais sono

Manhã congelada



Canto para a manhã  congelada
Que desperta preguiçosa  com a luz da janela
Espreita o calor da cama
Vigiando  o leito de meu sono
Se entranha nos meus sonhos

Canto para a manha congelada
Que desperta os passarinhos
Que numa mão traz o frio na outra o café
Traz o jornal para dentro
Que chama a solidão pra sentar a mesa

Canto para a manha congelada
Que ama o frio e deseja o calor
Que ama a escuridão e necessita da claridade
Que congela o tempo e faz os segundos correrem
Dou a ‘ela a  melodia doce
Dos que se reconhecem perdidos
Dos que se reconhecem parados
Dos que não lamentam a vida
E da morte não esperam nada

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Um mês



Imersa no meu turbilhão de pensamentos
Nem percebi a chegada do dia
Cai a neve  entre as nuvens cinza
Os sons de casa ainda me comovem
Soterrada pelos exageros melancólicos
O coração pulsa , a alma  se  aquece
Anseio para chegada do sol entre as frestas  de meus olhos
Enquanto o silencio se espalha
Qualquer som me deixa sobressaltada
A casa coberta de neve sou eu
O coração assustado é meu
A mão solitária tateando no escuro
Enquanto  as luzes são poucas
Um dia é pouco
Em um mês a neve já tomou tudo
O telhado,  a porta , as janelas
O coração ainda cospe frio pelas carótidas
Existência congelada,  sentimentos glaciais
Nada é o que parece ser
Ou apenas é superficialidade e aparência
Como a  fina superfície do gelo sobre o rio
Uma armadilha que é o que é

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abrir a porta ...






Um copo de café
E  intimidações digitalizadas na outra mão
O coração pulsa
O frio volta a bater na porta
Poucos graus separam o palpável do invisível
Nessas horas prefiro o frio devorador
Que me seduz  com palavras e nostalgias
Às brutais palavras inflamadas pelo medo

Um copo e meio de café
E ainda se levantam a esmo palavras de ordem
Do outro lado a certeza de um amor congelante
Que perdura  pelos tempos
Do outro o apego, o medo e  a certeza de um padrão
A solidão explode  sob mim  seu cheiro acre.

Uma gota  de café
E  as musicas lembram  as sombras dos olhos  e da alma
 a manha já se adiantou  e os fusos horários nos aproximam
Separados por estações distintas
Ambos sentem  frio, solidão e medo
Reviram  e saem dos escombros e sobras
Enfrentam demônios e sombras