quinta-feira, 2 de maio de 2013

Um mês



Imersa no meu turbilhão de pensamentos
Nem percebi a chegada do dia
Cai a neve  entre as nuvens cinza
Os sons de casa ainda me comovem
Soterrada pelos exageros melancólicos
O coração pulsa , a alma  se  aquece
Anseio para chegada do sol entre as frestas  de meus olhos
Enquanto o silencio se espalha
Qualquer som me deixa sobressaltada
A casa coberta de neve sou eu
O coração assustado é meu
A mão solitária tateando no escuro
Enquanto  as luzes são poucas
Um dia é pouco
Em um mês a neve já tomou tudo
O telhado,  a porta , as janelas
O coração ainda cospe frio pelas carótidas
Existência congelada,  sentimentos glaciais
Nada é o que parece ser
Ou apenas é superficialidade e aparência
Como a  fina superfície do gelo sobre o rio
Uma armadilha que é o que é

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