domingo, 26 de abril de 2015
Pensamentos de ontem e poesia para quem não dorme
O ontem foi mágico
Lembro de tudo, repassei as conversas
Ouvi de novo cada pausa com os ouvidos da alma
O corpo se contraiu com sorrisos
Espasmos do calor e do aconchego
Não estou acostumada ao toque
Não estou acostumada a viver fora da nostalgia
Mas ontem foi outro dia e eu entendi
Da vida o que me cabia
Então em silencio
Depois que descobri o caminho a minha frente
Nunca mais quis olhar pra trás
Nunca mais quis remoer poesia
Quero estar no alto dos telhados declamando
O amor que virá das divergências
O sonho que sonharei das incongruências
Quero mais o por vir , o capitulo a seguir
O corpo tem espasmos de frio e calor
Mas a alma sedenta e faminta
Do fruto futuro que vem se por
No despertar da manhã dos que não dormem
Dos que anseiam diariamente
dos que se sustentam o sagrado momento
E na resiliência do sentimento.
segunda-feira, 20 de abril de 2015
O possível recomeço
Venha se esconder
De seus medos e suas noias
Das manias do outro dia
Da ânsia amarga da solidão
Dos pensamentos pecaminosos
Dos devaneios e do gozo das horas
Sente aqui do meu lado
Para esvaziar a mente do lixo
Jogar a rotina pela janela
Reescrever uma historia amena
Que tem cheiro de pipoca e goma de mascar
Venha se esconder
Do tempo que passa afiado, cortante
No silencio de minhas horas febris
No desejo que nos consome em delírios
No refugio entre meus braços cálidos
Na maciez de minhas palavras sussurradas
No calor de meus lábios sedentos
Venha ver o tempo passar ,
Entre meus seios raros
Perdido nos meus cabelos ralos
No meu prazer e no meu sexo
E o desejo seja apenas uma lembrança do alvorecer
Venha,antes que seja tarde, no deleite de meu corpo se esconder
terça-feira, 14 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
explosões de mim ou momento sublime de liberdade
Explosões de mim ou momento sublime de liberdade
video poesia

domingo, 12 de abril de 2015
Poesia Obvia, é obvio.
E tudo de forma tão obvia
Encontra a forma de se revelar
A lua não está clara no céu
As nuvens são sopradas ao sabor do vento
Que imprime sua velocidade sem pestanejar
O encanto pela luz entrando pela fresta da janela
Enquanto faço um café
Aguardo o frio pra congelar minhas expectativas
Aguardo o vento para carregar minha confusão
Aguardo que abra meus próprios olhos
Eu aceito a verdade
Nada é como eu imaginava
Aceito a verdade assumo que gosto do sabor da ilusão
Dos pensamentos felizes do alvorecer
Da esperança sem motivo no amanhã
Sou meus opostos ao mesmo tempo
Me contradigo feliz , nem mesmo eu sou como imaginava
Mas eu aceito a verdade
Depois de mil argumentações vencidas
O obvio vence , o frio entra pelo canto da porta
Anunciando que veio para ficar
Que fique , racionalizar a vida anestesia os sentidos
Acolho minha racionalidade e meu confuso ímpeto emocional
Aceito meus sentimentos glaciais
Não uso maquiagem, sou rigor e contemplação
Me aceito, de verdade
E da forma mais obvia , sento-me em meio a poeira
Contestando Cronos que a tudo devora
Aceito minha transitoriedade
Sendo devorada pelo tempo que nunca possui.
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