sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Desenho do infinito




Tira  o tino
Desdenha  de minha boca
Usa  palavra chibatas
 E estapeia meus sentidos
Aturde meus olhos
Espreguiçando palavras 
Que devoram as  curiosidades
Atiça-me  lobas viscerais
Queima , aturde , desfaz
 Desestruturo
Neologizo  arquitetando
 A desvirtude  e o devaneio





 Reconstruções, reinvenções poeticas após leituras infindaveis das lindezas verbais  de   Luis Serguilha

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sobre ontem...



Passarinhei por uma tarde inteira
a noite derramou
gotas de lua sobre mim
eu não quero enxugar poesia
prefiro que escorra pelas calçadas
pelos cantos da boca
pelos dedos da alma lavada.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Questionamentos ao vento


Quanto de mim 

Dispo 
Ao abraçar hipocrisias

Quanto de mim

Socorro 
Entre escombros de verdades nuas

Quanto de mim

Desperta
Acende a palavra certa

E volta a dormir

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Exercícios Poeticos e a transição


Sacralizo as sensualidades
As tecnicidades
As economias
Sacralizo as banalidades
As unicidades
 As reticencias
Embriago de disparidades
De paridades
De sociedades
 E individualidades



Tudo me parece cachaça
 Embriago de lua
Faisco
Tudo me acende
E me apaga
Abobada
Descuido do sono
Da nudez
Da vida

Já não sei mais nada...