Sou ramo cortado
Embrionado
Me desfaço em negras flores
Surgidas da batata embrionada
Ramo espinhento que fui
Lamina feroz que rasgando a terra árida
A flor que precisa sobreviver ao
tempo
Ao vento
Não sou uma coisa , nem outra
Enterrada sob a terra sufoco sonhos
Alimento em silencio a flor
Anseios Abortados
Para nutrirem outras raízes
Não sou uma coisa nem a outra
Nem o riso da paz , nem o amor
enternecido
Nem o gemido da dor , nem o suspiro
aliviado
Nem a flor exuberante , nem a raiz
sufocada

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