terça-feira, 28 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Uma taça de veneno para dois
Mil
explosões foram ouvidas
Condensando
a fria logica
Os olhos
suplicantes de uma
quimera
O fascinante
canto
da plêiade
E o
clamor da pálida
brisa
Sussurrando serenai , serenai...
Quando
o frio precipitou
O
veneno já estava
posto sobre a mesa
Delicadamente
em taças buriladas
Sutilmente
olvidado de quem fosse
Permaneceu
maliciosamente
intocado
Ai de
mim, tentadores venenos
Tão
fielmente determinados a me seduzir
Espargindo
suas voluptuosas fragrâncias
Semeando
contingências e ilusões
Enquanto
envolta na aragem
fria
Insistia
serenai , serenai.....
terça-feira, 14 de maio de 2013
Cancioneiro do espadachim embriagado
Hoje a lua me chama e eu vou
As
luzes irradiando por todos lugares
E
eu sedenta e destemida me deixo levar
Por
que minha consistência é de estrelas
Preciso
estar no céu a flutuar
Hoje
o vento me chama e eu vou
Carregada
pela necessidade de fluir
De deixar fluir por mim as energias vitais
Eu feliz me deixo levar como o sonho
Feita
da magia do amanhecer
O
amanhã me chama para perto de si
E
eu vou caminhando sem cansar
Com
minha bagagem de sonho e esperança
Uma
garrafa de ilusão me embriaga os sentidos
Vou
aonde o amanhã me chama
Acordo
empoeirada , a beira da estrada
Pensando
se o amanhã também não foi ontem.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Sentimentos de pedra
Amizades artificiais
Que não resistem a agua e sabão
Não as desejo
Anseio sentimentos de pedra
Para o vento , a chuva e o tempo lapidarem
Sentimentos glaciais
Não os desejo , nem desejei
Não resistem ao calor do sol
Se afogam em culpas , medos e ansias
Não suportam a convivência diária
Sem tricarem em mil fractais
Desejo a serenidade dos sons da casa
O abraço de boas vindas
O conhecido e o familiar
Aquilo que não conhece mentiras nem ocultisses
O que se lava com lagrima e não se corroi
O que se limpa de gozo sem perder o prazer
O que se sustenta em olhares
O que se perpetua em ações
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Complementos e antiteses
Vamos
brincar
Na
inocência de nossos dias
Hoje
você é o sol e eu a neblina
Amanhã
eu sou chuva e você a bacia
Hoje
eu sou o folego e você o ar
Um
dia a folha e você o galho
Horas
o som e você o silencio
Outras
você a areia e eu o mar
terça-feira, 7 de maio de 2013
Lição de jardinagem
Sou ramo cortado
Embrionado
Me desfaço em negras flores
Surgidas da batata embrionada
Ramo espinhento que fui
Lamina feroz que rasgando a terra árida
A flor que precisa sobreviver ao
tempo
Ao vento
Não sou uma coisa , nem outra
Enterrada sob a terra sufoco sonhos
Alimento em silencio a flor
Anseios Abortados
Para nutrirem outras raízes
Não sou uma coisa nem a outra
Nem o riso da paz , nem o amor
enternecido
Nem o gemido da dor , nem o suspiro
aliviado
Nem a flor exuberante , nem a raiz
sufocada
sábado, 4 de maio de 2013
O desejo , o frio e a pele
O
frio belisca a pele nua
Amanhã
é mais um dia
Na
sucessão interminável dos dias
Um
segundo substitui o outro com perfeição
Ainda
assim a espera nunca cessa
As
neblinas nunca deixam de enevoar olhos
As
cachoeiras de lagrimas estão asseguradas
O
peito doe, dentro dele o coração se espreme
Cuspindo
frio , esperança e exaustão
A
certeza do amontoado das horas
Traz
uma dose extra de tédio para mim ,que apenas
espero
Sou
espectadora da vida
Encho
a cama de vazios e certezas e vou deitar
A
noite é longa para sorver congelados momentos passados
Sucedem-
horas e o tempo não passa
Sucedem
me ideias pavorosas incitadas pelo frio
Enquanto
belisca minha pele e me tira o sono
E
a pele sonha arder nua outra vez
Maltratada
pelo frio e pelo tempo
A
pele se satisfaz com o sono curto
Vira
para o outro lado
Empurra
as certezas pra fora
Abraça o vazio em busca de mais paz e mais sono
Manhã congelada
Canto para a manhã congelada
Que desperta preguiçosa com a luz da janela
Espreita o calor da cama
Vigiando o leito de meu sono
Se entranha nos meus sonhos
Canto para a manha congelada
Que desperta os passarinhos
Que numa mão traz o frio na outra o
café
Traz o jornal para dentro
Que chama a solidão pra sentar a
mesa
Canto para a manha congelada
Que ama o frio e deseja o calor
Que ama a escuridão e necessita da
claridade
Que congela
o tempo e faz os segundos correrem
Dou a ‘ela a melodia doce
Dos que se reconhecem perdidos
Dos que se reconhecem parados
Dos que não lamentam a vida
E da morte não esperam nada
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Um mês
Imersa no meu turbilhão de pensamentos
Nem percebi a chegada do dia
Cai a neve entre as nuvens
cinza
Os sons de casa ainda me comovem
Soterrada pelos exageros melancólicos
O coração pulsa , a
alma se aquece
Anseio para chegada do sol entre as
frestas de meus olhos
Enquanto o silencio se espalha
Qualquer som me deixa sobressaltada
A casa coberta de neve sou eu
O coração assustado é meu
A mão solitária tateando no escuro
Enquanto as luzes são poucas
Um dia é pouco
Em um mês a neve já tomou tudo
O telhado, a porta , as
janelas
O coração ainda cospe frio pelas carótidas
Existência
congelada, sentimentos glaciais
Nada é o que parece ser
Ou apenas é superficialidade e aparência
Como a fina superfície do gelo
sobre o rio
Uma armadilha que é o que é
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