terça-feira, 2 de julho de 2013

As portas

Como se procurasse roupas que não me cabem
Abro as portas  do meu peito
Vasculho sentimentos que não me servem
Abro a minha mente
Descubro pensamentos que não me competem
Esvazio de crendices  e preconceitos
Sinto mais  leve
Jogo todas as ideias pra cima
Espalho elas no papel num sopro
Mente vazia  com o coração cheio
Alma irradiando transbordando
Pelas lembranças  coloridas  do amanhecer
A brisa entra pela janela
Carregando todas as outras ideias


Que eu ia usar para escrever...

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