Um
copo de café
E intimidações digitalizadas na outra mão
O
coração pulsa
O
frio volta a bater na porta
Poucos
graus separam o palpável do invisível
Nessas
horas prefiro o frio devorador
Que
me seduz com palavras e nostalgias
Às brutais
palavras inflamadas pelo medo
Um
copo e meio de café
E
ainda se levantam
a esmo palavras
de ordem
Do
outro lado a certeza de um amor congelante
Que
perdura pelos tempos
Do
outro o apego, o medo e a certeza de um
padrão
A
solidão explode sob mim seu cheiro acre.
Uma
gota de café
E as musicas lembram as sombras dos olhos e da alma
a manha já se adiantou e os fusos horários nos aproximam
Separados
por estações distintas
Ambos
sentem frio, solidão e medo
Reviram e saem dos escombros e sobras
Enfrentam
demônios e sombras

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