segunda-feira, 22 de abril de 2013

Abrir a porta ...






Um copo de café
E  intimidações digitalizadas na outra mão
O coração pulsa
O frio volta a bater na porta
Poucos graus separam o palpável do invisível
Nessas horas prefiro o frio devorador
Que me seduz  com palavras e nostalgias
Às brutais palavras inflamadas pelo medo

Um copo e meio de café
E ainda se levantam a esmo palavras de ordem
Do outro lado a certeza de um amor congelante
Que perdura  pelos tempos
Do outro o apego, o medo e  a certeza de um padrão
A solidão explode  sob mim  seu cheiro acre.

Uma gota  de café
E  as musicas lembram  as sombras dos olhos  e da alma
 a manha já se adiantou  e os fusos horários nos aproximam
Separados por estações distintas
Ambos sentem  frio, solidão e medo
Reviram  e saem dos escombros e sobras
Enfrentam demônios e sombras

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