domingo, 9 de junho de 2013

Quando...


Quando me balança,
Sou criança pequena  pedindo colo
Quero o aconchego meigo 
Do viajante que  veio de longe

Quando me sacode
Sou tronco firme de arvore  antiga
Meus braços longos deitam ao chão
Os  frutos  maduros e as flores  helicoidais
Que chuviscam tua fronte em festa

Quando me deita
Sou um oceano de fina e escorregadia  areia
Deslizo entre seus  dedos  e te faço mergulhar
Enrosco meus cabelos em teus dentes
Enquanto minha pseudo aridez
Vai tragando o suor de teu corpo com  milimétrica precisão
Aparências apenas,  somos  tão  acanhados
Dormindo em nossas vestes de amor


Deitados no  nosso leito iluminado  com a luz  das estrelas.

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