O
frio belisca a pele nua
Amanhã
é mais um dia
Na
sucessão interminável dos dias
Um
segundo substitui o outro com perfeição
Ainda
assim a espera nunca cessa
As
neblinas nunca deixam de enevoar olhos
As
cachoeiras de lagrimas estão asseguradas
O
peito doe, dentro dele o coração se espreme
Cuspindo
frio , esperança e exaustão
A
certeza do amontoado das horas
Traz
uma dose extra de tédio para mim ,que apenas
espero
Sou
espectadora da vida
Encho
a cama de vazios e certezas e vou deitar
A
noite é longa para sorver congelados momentos passados
Sucedem-
horas e o tempo não passa
Sucedem
me ideias pavorosas incitadas pelo frio
Enquanto
belisca minha pele e me tira o sono
E
a pele sonha arder nua outra vez
Maltratada
pelo frio e pelo tempo
A
pele se satisfaz com o sono curto
Vira
para o outro lado
Empurra
as certezas pra fora
Abraça o vazio em busca de mais paz e mais sono

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