sábado, 4 de maio de 2013

O desejo , o frio e a pele




O frio belisca  a pele nua
Amanhã é mais um dia
Na sucessão  interminável dos dias
Um segundo substitui o outro com perfeição
Ainda assim  a espera nunca cessa
As neblinas  nunca deixam de enevoar olhos
As cachoeiras de lagrimas estão asseguradas
O peito doe, dentro dele o coração se espreme
Cuspindo frio , esperança  e exaustão
A certeza do amontoado das horas
Traz uma dose extra de tédio para mim ,que apenas  espero
Sou espectadora da vida
Encho a cama de vazios e certezas e  vou deitar
A noite é longa para sorver congelados momentos passados
Sucedem- horas e o tempo não passa
Sucedem me ideias pavorosas incitadas pelo frio
Enquanto belisca minha pele e me  tira o sono
E a pele sonha arder nua outra vez
Maltratada pelo frio e pelo tempo
A pele se satisfaz com o sono curto
Vira para o outro lado
Empurra as certezas pra fora
Abraça  o vazio em busca de mais paz e mais sono

Nenhum comentário:

Postar um comentário