Quando os mornos ventos chegarem
Subindo pelas minhas pernas
Como se escalassem muralhas perfiladas
De pedra encoberta apenas por musgo e gelo
A aragem morna conduzida pelos teus braços
Trouxe vida nova aos meus olhos
Meu coração relaxou
Essa marcha abismada e
frenética,
Exaurido pelo frio
Se entrega dócil ao prenuncio de sol
A primavera se revela discreta
Como a namorada
que se desnuda pela primeira vez
Entre sorrisos , rubores e
sutilezas
Abre
as portas da minha casa
Convida o sol e as flores
Põe a mesa o mais singelo banquete
Uma dose de acalento e mel
Um prato com uma farta fatia de
amor
Cafune antes de dormir
Sorrisos generosos ao acordar

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