quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Porque de tudo


Quando existe o embate
O desconforto da duvida  e o questionamento
A alma me pede  lapis  e papel
Desenho em palavras o caminho percorrido
De uma ideia  a outra
Vou marcando no papel  os pontos de luz
E as sombras que ocultaram meus olhos
Vou deixando registro do que sobrecarrega
Do que pesa  sobre meus ombros
Do que me traz extremo contentamento
O que me faz transbordar de amor
Desenho corpos no ápice do desejo
E as descobertas  comuns  que me fascinam.
Canto a lua , por do sol  e o animal ferido
Canto para os nós  dos cabelos da aura
Enquanto eles me enfeitiçam na madrugada
Canto para os amores carnais  e suas volúpias
Canto para  o nada,  com essa  voz que eu tenho
um tanto rouca  e desafinada  eu arrisco tudo
Como os  eternos  tecedores de ilusão
Apenas  para o instante que existe
De corpo e alma  apenas

Canto ....

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