Quando existe o embate
O desconforto da duvida e o questionamento
A alma me pede lapis e papel
Desenho em palavras o caminho
percorrido
De uma ideia a outra
Vou marcando no papel os pontos de luz
E as sombras que ocultaram meus
olhos
Vou deixando registro do que
sobrecarrega
Do que pesa sobre meus ombros
Do que me traz extremo
contentamento
O que me faz transbordar de amor
Desenho corpos no ápice do desejo
E as
descobertas comuns que me fascinam.
Canto a lua , por do sol e o animal ferido
Canto para os nós dos cabelos da aura
Enquanto eles me enfeitiçam na madrugada
Canto para os amores carnais e suas volúpias
Canto para o nada,
com essa voz que eu tenho
um tanto rouca e desafinada
eu arrisco tudo
Como os eternos
tecedores de ilusão
Apenas para o instante que existe
De corpo e alma apenas
Canto ....

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