domingo, 26 de janeiro de 2014

Reflexos e mistérios

Oceanos a mergulhar
Espelhos de mim
O outro  mistério sem  fim
Oligoelementos a orbitar deliciosamente
Em caóticas relações
Delicio  observando as ondas 
Que fazemos ao movimentar a matéria
Águas translucidas  nem sempre calmas águas
Nem sempre lucidas
Reflexos  somos todos
Vibrando nossas  emoções diárias
O tempo ensina a observar
A poesia do silencio
A terapia das palavras
Fotografando nossas pausas
Nosso  riso frouxo  e o fraterno abraço
Marés que vem   com amor

E   se vão  levando de  mim uma parte 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Petreas almas


Colher o trigo de todo dia
Entre as palavras esmerilhadas
Na intenção de sangrar
Nosso instante diário
De meditação na dor do outro
Mergulho as profundezas do Hades
Para arrancar as raízes dessa dor 
Retorno entre  gargalhadas e lagrimas
Sangue entre banalidades anestésicas
Nuvens  entre olhos e pensamentos
Aguardo aragens mornas
Que mudem as coisas de lugar
Esculpindo os corações de pedra
Esculpindo as pétreas mentes
Entalhando rígidas almas
Enquanto o tempo apenas
Desfila desleixado
Arrastando grãos de segundo
E a paciência

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Divino Folego



Somos divinos no folego de renovação
Trocamos cabelos
Suores
Olhares
Sorrisos
Mudamos por fora
Aquilo que dentro de nós
 Foi  a expressão de um breve sopro
Um flash  do que fomos
Mudamos  como a luz
Somos divinos em nossa busca  eterna
Pela nossa expressão  fulgas
 Que o tempo leva
 Somos fagulhas  diminutas
 Ardendo pela identificação
Dentro de nos a inquietação das ideias
 Em nossos olhos a certeza
 De que o tempo
 Não muda absolutamente nada