Quando
me balança,
Sou
criança pequena pedindo colo
Quero
o aconchego meigo
Do
viajante que veio de longe
Quando
me sacode
Sou
tronco firme de
arvore antiga
Meus
braços longos deitam ao chão
Os
frutos
maduros e as flores helicoidais
Que
chuviscam tua fronte em festa
Quando
me deita
Sou
um oceano de fina e escorregadia areia
Deslizo
entre seus dedos e
te faço mergulhar
Enrosco
meus cabelos em teus dentes
Enquanto
minha pseudo aridez
Vai
tragando o suor de teu corpo com
milimétrica precisão
Aparências apenas,
somos tão acanhados
Dormindo
em nossas vestes de amor
Deitados
no nosso leito iluminado com a luz
das estrelas.



