Mil
explosões foram ouvidas
Condensando
a fria logica
Os olhos
suplicantes de uma
quimera
O fascinante
canto
da plêiade
E o
clamor da pálida
brisa
Sussurrando serenai , serenai...
Quando
o frio precipitou
O
veneno já estava
posto sobre a mesa
Delicadamente
em taças buriladas
Sutilmente
olvidado de quem fosse
Permaneceu
maliciosamente
intocado
Ai de
mim, tentadores venenos
Tão
fielmente determinados a me seduzir
Espargindo
suas voluptuosas fragrâncias
Semeando
contingências e ilusões
Enquanto
envolta na aragem
fria
Insistia
serenai , serenai.....

Carol, esses seus versos podem render um bom debate acerca de nossas fraquezas humanas e como nos comportamos diariamente diante delas, tão silenciosas e insistentes em nos incomodar, testando sempre nossos limites e nossas fronteiras pessoais. Se erramos, sabemos onde estão as linhas tênues de nossas fronteiras e sabemos por onde caminhar sem ser seduzido. Se não erramos e mantemos o cálice longe de nossos lábios, estamos sendo fortes, mas ao mesmo tempo não sabemos onde estão riscadas as marcas que delimitam nossos limites mais profundos e intensos.
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