Toda
vez que fecho os olhos
Mergulho
na fria paisagem
Do
desconhecido extremo
Dentro
de mim nebulosas
Fagulhas
da essência divina me dizem , desperta!
Mas
toda vez que abro os olhos
Vejo
as borboletas contornando meus dedos
Encontro
um mundo aquecido feito de sol
Outras
milhões de galáxias me circundam
Vagando
sem sentido algum
Enquanto
respiro de olhos abertos
Pisco
meus olhos entre eternidades e anos luz
Confundo
as vezes o dentro e o fora
O
riso e a pausa
Dentro de mim um universo de
possibilidades
Fios
de luz emaranhados nos cabelos
Quem
sou eu, me pergunto
Sou
o silencio do universo
Respondo
aos berros como um big bang
Não
me pergunte quem sou eu
Sou uma parideira de ideias
Dentro
de mim um ninho
Dentro
de mim, só eu estou ...

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