sábado, 20 de julho de 2013
Pedaços de Céu
Meus pequenos pedaços azuis de céu
Tímidos escondem sua nudez entre brancas nuvens
Os raios de sol vão espiar
Tentados pela sua beleza infantil
Pela serenidade de seu olhar inquiridor
E pela curiosidade de seus dedos inquietos
Hora ou outra vão estampar a claridade fria da lua
Ou se acinzentar derramando sangue
Cinzas ou apenas água.
Meus pedaços alaranjados de céu
Rabiscados pelas cores de um fim de tarde que não cessa
Repletos das suas múltiplas nuances de dor
Transbordam gotas poéticas multifacetadas
Em suas poetices são infantis
Com suas amorosidades são aconchegáveis
Gotejam paixões
Marejam oceanos ulissianos
Abrandam corações flamejantes
Com suas liras tão queridas, sussurradas ao chegar da madrugada.
terça-feira, 9 de julho de 2013
A chegada do amor
As janelas abertas me trouxeram
Um punhado de borboletas coloridas
Enfeitando o vidro por dentro de mim
O vento frio trouxe notas musicais
A lua derramava mel sob nossas cabeças
E eu uma coberta azul de estrelas
Você vinho e as taças
Para admirarmos juntos o desfile dos ponteiros
Na rotina interminável de contar o
tempo
Almofadas aleatoriamente
espalhadas pelo chão
Nos acomodamos entre a ternura das saudades
Enquanto o frio segue arrastando
A preguiça para um lugar mais confortável
Vou para onde os olhos se fecham
Emudeço de amor e me
aconchego
Faço de nossos braços o ninho para nossos sonhos
domingo, 7 de julho de 2013
Brincadeiras do vento
encontrei-as perdidas em todo lugar
gaguejei, retruquei e cuspi seco
a gaveta estava vazia de todas elas
comparativos e hiperlativos corriam pelo chão da sala
arremedos de palavras
partes desconectadas das ideias
de mim despencam neologismos
escorrendo pela ponta dos dedos
gotejo-me em sentidos inesperados
inatos
questiono e o eco me responde
por que?
por que seriamos todos iguais
algo que a lente do desejo nao distingue
pego a vassoura e a pá
varro todas palavras e sua desconecção
amarro-as entre os dedos
e vou dormir embriagada de tanto pensar
terça-feira, 2 de julho de 2013
As portas
Como se procurasse roupas que não
me cabem
Abro as portas do meu peito
Vasculho sentimentos que não me
servem
Abro a minha mente
Descubro pensamentos que não me
competem
Esvazio de crendices e preconceitos
Sinto mais leve
Jogo todas as ideias pra cima
Espalho elas no papel num sopro
Mente vazia com o coração cheio
Alma irradiando transbordando
Pelas lembranças coloridas
do amanhecer
A brisa entra pela janela
Carregando todas as outras ideias
Que eu ia usar para escrever...
Assinar:
Postagens (Atom)



