Os
tempos não são brancos
Ainda
são cinza
Como
o momento que precede a chuva
Que
esconde a lua
Os
tempos não são secos
São
turvos e úmidos
Como
as lagrimas derramadas atrás de uma porta
Silenciosas
Os segundos são ruidosos
Como
ratos passeando no telhado
Todos
procuramos um lugar para passar o frio
A
mim resta uma poesia e um copo de café
Uma
boa companhia para horas gélidas
Intermináveis
horas
Os
tempos não são acolhedores
São
inóspitos e misteriosos
Pedem
uma taça cheia de vinho quente
E
esperam as pessoas passarem
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