segunda-feira, 1 de abril de 2013

Tempos...


Os tempos não são brancos
Ainda são cinza
Como o momento que precede a chuva
Que esconde a lua

Os tempos não são secos
São turvos  e úmidos
Como as lagrimas derramadas atrás de uma porta
Silenciosas

Os  segundos são ruidosos
Como ratos passeando no telhado
Todos procuramos um lugar para passar o frio
A mim resta uma poesia  e um copo de café
Uma boa companhia para horas gélidas
Intermináveis horas

Os tempos não são acolhedores
São inóspitos e misteriosos
Pedem uma taça cheia de vinho quente
E esperam as pessoas passarem

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