Brancas
melodias
Nada desejo e nada tenho
Olho espelhos que repetem a ultima imagem
Longos cabelos que o tempo quer alvejar
Mostrando uma sabedoria que ainda não
tenho
Na mesa três solitários copos
Solidários brindam para a noite acabar
bem
Costas nuas desafiando a escassez de abraços
Onde almas se encontrem em paz
Festejamos a vida e o por vir
Cismando entre as frestas das janelas
Com garrafas entre abertas
Desafiando a chuvosa umidade das palavras
O tempo dará respostas ao
exercício da paciência
Três palavras de poder rogadas
Uma oração penitente conclama
Amor , Boa Vontade e Resiliência
Assim trazemos os fios de nossas vidas
Para traçar novas historias
Que
mereçam os dons despertos para
nossa jornada

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