quarta-feira, 17 de abril de 2013

Café para dois


Minhas frágeis  dores dividi
Em um copo de café para dois
Amarrei as  mãos da solidão
E empurrei escada abaixo
 Junto com minhas fragilidades e medos
Amordacei e joguei num balde  quase vazio
Que se afoguem  imprestáveis
No mesmo lugar onde havia lançado as esperanças e as ilusões
Morde a maçã e sufoca
Penteia os cabelos e desfalece
Beija na boca  e desperta pra sempre
A bela aguarda ainda seu amado desconhecido
Deitou-se a espera  e displicente lançou fora as expectativas
Assistiu a vida passar de dentro do cristal
Meus temores  eu dividi em mil pedaços   como o vidro
Te servi uma taça de meus amores e desamores
Enquanto me deliciava com os seus sons
Me lamentava e tecia
Na mais longa  espera  das noites sem lua
E dos contos de fada .

Foto: Wando Wanderlei

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