Minhas frágeis dores dividi
Em um copo de café para dois
Amarrei as mãos da solidão
E empurrei escada abaixo
Junto com minhas fragilidades e
medos
Amordacei e joguei num balde quase vazio
Que se afoguem imprestáveis
No mesmo lugar onde havia lançado
as esperanças e as ilusões
Morde a maçã e sufoca
Penteia os cabelos e desfalece
Beija na boca e desperta pra sempre
A bela aguarda ainda seu amado
desconhecido
Deitou-se a espera e displicente lançou fora as expectativas
Assistiu a vida passar de dentro do
cristal
Meus temores eu dividi em mil pedaços como o vidro
Te servi uma taça de meus amores e
desamores
Enquanto me deliciava com os seus
sons
Me lamentava e tecia
Na mais longa espera
das noites sem lua
E dos contos de fada .
Foto: Wando Wanderlei
Foto: Wando Wanderlei

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