quarta-feira, 17 de abril de 2013

Noites brancas


Muitas  noites  se passaram
desde que  a neve veio sob meus cabelos se  amontoar
Os dedos inertes nem sabiam
Que as lagrimas escorridas  outrora  também podiam  congelar

Mais um café, mais uma noite , outro suspiro de amor não correspondido
O vento esta passando  e batendo portas
Abrindo e fechando janelas
Desencontrei me de mim mesma em  meio ao caos instalado
Amparada ao fiel jardineiro   e suas flores tortas
Sentada , vencida , congelada
Entregue ao cruel tic tac arrastado das horas
Divirto me  entediada com me próprio tedio
Odeio meu ódio, amo a  minha ideia de amor

Muitas noites se passaram, e nem foram tantas
A neve já escorria derretendo pelos meus olhos aflitos
Minhas mãos tremulas, ansiando um aceno
Divido me em bélicos pensamentos e conflitos
Sou afetuosa , bebo em  taças vazias de veneno
Impregno por onde passo com minhas verdades  de infanta .

Nenhum comentário:

Postar um comentário