Muitas noites
se passaram
desde que a neve veio sob meus cabelos se amontoar
Os dedos inertes nem sabiam
Que as lagrimas escorridas outrora
também podiam congelar
Mais um café, mais uma noite ,
outro suspiro de amor não correspondido
O vento esta passando e batendo portas
Abrindo e fechando janelas
Desencontrei me de mim mesma
em meio ao caos instalado
Amparada ao fiel jardineiro e suas flores tortas
Sentada , vencida , congelada
Entregue ao cruel tic tac arrastado
das horas
Divirto me entediada com me próprio tedio
Odeio meu ódio, amo a minha ideia de amor
Muitas noites se passaram, e nem
foram tantas
A neve já escorria derretendo pelos
meus olhos aflitos
Minhas mãos tremulas, ansiando um
aceno
Divido me em bélicos pensamentos e
conflitos
Sou afetuosa , bebo em taças vazias de veneno
Impregno por onde passo com minhas
verdades de infanta .

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