Desnudar meus olhos dos véus de ilusão
Enxergar nossos
corpos derretendo
O chão branco
abaixo de nós
As dores
infligidas pela indiferença
Abrir de vez as
portas do coração
Enxergar o
tempo entre nós passando
Sob nós o
céu e seus mistérios
Sentir as dores
impostas pela distancia
Contrassensos e
controvérsias
Sou
hipérbole e metáfora
Sou meridianos
que se encontram e se despedem
Sou aquela fonte perene
E a agua que nunca cessa de escoar
pela sua mão
Sou a terra árida
carcomida pelo frio
Arvore despida
de folhas na geada
Alma exposta e
mais nada

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