Religiosamente acendo as palavras
E as uso para quebrar glaciais
paredes entre nossos mundos
A fumaça se espalha por toda sala
Nosso pequeno incêndio verbal
É sagrada a desconfiança diária
Como uma serpente esperando ser
cortejada
Destila seu doce veneno , o ciúme
Gotejando sob nossos olhos
Um véu de desconfianças , de ruídos abafados
Cafés requentados com gosto amargo
Vem o frio apagar tudo
Esvaece a fumaça
Apaga com seu vento úmido a
fogueira
Espalha as cinzas pelo chão
Adormece a serpente
Congela os nervos expostos
Desperta a raposa , com sua
cisma colorida
Seus olhos cismados e orelhas atentas
Ao frieza matinal e os sons do outro lado do muro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário