sexta-feira, 17 de maio de 2013

Uma taça de veneno para dois



Mil explosões  foram ouvidas
Condensando a fria logica
Os olhos suplicantes  de uma quimera
O fascinante canto da plêiade
E o clamor da pálida brisa
Sussurrando   serenai , serenai...

Quando o frio precipitou
O veneno já estava posto sobre a mesa
Delicadamente em  taças buriladas
Sutilmente olvidado de quem fosse
Permaneceu maliciosamente intocado

Ai de mim,  tentadores venenos
Tão fielmente determinados  a me seduzir
Espargindo suas  voluptuosas fragrâncias
Semeando contingências e  ilusões
Enquanto envolta na aragem fria
Insistia serenai , serenai.....

Um comentário:

  1. Carol, esses seus versos podem render um bom debate acerca de nossas fraquezas humanas e como nos comportamos diariamente diante delas, tão silenciosas e insistentes em nos incomodar, testando sempre nossos limites e nossas fronteiras pessoais. Se erramos, sabemos onde estão as linhas tênues de nossas fronteiras e sabemos por onde caminhar sem ser seduzido. Se não erramos e mantemos o cálice longe de nossos lábios, estamos sendo fortes, mas ao mesmo tempo não sabemos onde estão riscadas as marcas que delimitam nossos limites mais profundos e intensos.

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