O
vento vem me visitar
No
inicio do outono apaga as bocas do fogão
Bate
portas mau humorado
Despenteia
sem dó meus anelados cabelos
Me
visita trazendo cheiros, sons e folhas secas
Olhos
e boca árida,
Ávida...
Parece
ouvir os lamentos do meu coração
Sopra
suas verdades apaixonadas
perfumadas de ilusão
Canta
melodias suaves e se revela
Sussurrando
através da janela
O
vento vem
me procurar
Então
despe-se como se estivesse vestido
Deslumbra-me
como se já não estivesse seduzida
Me
possui como se nunca houvera sido possuída
Invade e desordena todos os espaços,
Me
vigia ,entre suspiros observa silencioso e soturno
Asilado
entre meus apreensivos abraços.

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