Caminho
a ermo perdida em meus pensamentos
Distante
venho vagando entre neblinas da madrugada
O
chão vestido de corações
Enquanto
eu sigo, solene, despida de meus julgamentos
Vou
cantando palavras que me venham a mente
Numa
hipnótica e interminável melodia
O
corpo riscado pelas emoções
Mãos
vazias entre meus dedos inertes apenas o vento
Olhos
cansados de buscar o insondável, o impalpável
Respiro
a incerteza desta densa e gélida cortina
De
nada me serve essa Alma leve que
transpira sedutoras intenções
Quando
o frio invade tudo, ressecando meus pobres intentos .
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