Sentada a beira das águas
Foi onde o dia nascido me encontrou
Foi onde o dia nascido me encontrou
A minha volta uma gama sem fim
De enevoadas cores e sentimentos nublados
Margeando
águas que displicentes
Se
deitam cantando sonetos ciganos
E
métricas descabidas de amados infantes
Trazem
a força das fogueiras de noites esquecidas
Encantada
pela fluência dos acontecimentos
Os
doces sons que trazem nebulosas memórias
Do
clã dos desvairados poetas da madrugada
Meus
olhos transbordam saudades em gotas
Proponho
um soneto sem rimas ao poeta
Sussurro
feitiços cantados ao infante
Leio
a sorte do amante que parte
Mergulho
no mitológico universo inexistente

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