quarta-feira, 20 de março de 2013

Encantada




Sentada  a beira das águas
Foi onde o dia nascido me encontrou
A  minha volta uma gama  sem fim
De  enevoadas cores  e sentimentos nublados

Margeando águas  que displicentes
Se deitam cantando sonetos ciganos
E métricas descabidas  de amados infantes
Trazem a força das fogueiras de noites esquecidas

Encantada pela fluência dos acontecimentos
Os doces sons que trazem nebulosas memórias
Do clã dos desvairados poetas da madrugada
Meus olhos transbordam saudades em gotas

Proponho um soneto sem rimas ao poeta
Sussurro feitiços cantados ao infante
Leio a sorte  do amante que parte
Mergulho no mitológico universo inexistente 

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