Era noite , era dia
Ciclos se repetiam frente aos
nossos olhos inertes
Rapidamente a palavra tornou-se silencio
Então sepucralmente se
prostrou
O vento morno girava as pás do
tempo
Numa amarga espera que nunca se
acabava
Era
dia era noite
E a muito tempo a lua não dançava
Nossas melodias mundanas, absurdas
Então o poeta
secou as suas tintas
Já não sentia cheiro de nada
Sinto o silencio soturno se esgueirando
Não haviam mais borboletas, nem
raposas assustadas
Restou a ausência e um corredor vazio
Que esvaeceu...

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