Tenho
receio de não despertar
Desses
sonhos brancos e suas cantigas
O
vento se esgueira pela fresta
Sussurra
verdades que não compreendo
Enquanto
sigo atormentada pelas minhas incapacidades
Tecendo
os fios de vida ao crepitar do fogo brando
O
tempo se arrasta como a neve que o vento deita
Se
alonga ,se demora e enfim me golpeia
O
turvo da noite chega
Mas teu cheiro não vem
O
vento sorri de minha espera vã
Minhas
mãos frias e frágeis
Discorrem
pelas trama das tranças
Quando
átomos poéticos me provocam explosões internas
Derramo
acidas lagrimas e palavras
Maldigo
a sorte , o vento e o acaso
A
brancura me imobiliza e não me importa
mais
Vidros
que se estilhaçam para que o vento venha
Essa
que seja a derradeira despedida
O
ultimo sangue derramado
No
sacrifício inútil e
ingênuo desta vida frágil
Posta
a prova numa poesia invernal sem sentido

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