sexta-feira, 22 de março de 2013

Sonho Branco


Tenho receio de não despertar
Desses sonhos brancos e suas cantigas
O vento se esgueira pela fresta
Sussurra verdades que não compreendo
Enquanto sigo atormentada pelas minhas incapacidades
Tecendo os fios de vida ao crepitar do fogo brando
O tempo se arrasta  como  a neve que o vento deita
Se alonga ,se demora  e enfim me golpeia
O turvo da noite chega
Mas  teu cheiro não vem
O vento sorri de minha espera vã
Minhas mãos frias e frágeis
Discorrem pelas trama das tranças
Quando átomos poéticos me provocam explosões internas
Derramo acidas lagrimas  e palavras
Maldigo a sorte , o vento  e o acaso
A brancura  me imobiliza e não me importa mais
Vidros que se estilhaçam para que o vento venha
Essa  que seja a derradeira despedida
O ultimo sangue derramado
No sacrifício inútil e  ingênuo desta vida frágil
Posta a prova numa poesia invernal  sem sentido

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