As marginalidades teatrais do meu ser
As palavras esculpidas e trabalhadas no submundo
Representadas pela imagem do caos
Escapam inconsequentes entre meus dedos
Perfuram a moral e o real
Irresistíveis em sua impactante violência
São palavras não sabem da compreensão do mundo
São sentido oculto de si
Sementes de uma intenção fulgaz
São raízes numa profunda compreensão de mim
São espelho raso de água por trás de intenções
As marginalidades sedutoras do meu ser
Em fuga desesperada solta jorros de palavras confusas
Descortinam intenções mal disfarçadas
Assumem friamente seu lugar a mesa
As palavras vestem-se das verdades que eu pensei
Sambam pelo meio das pessoas as envolvem
As palavras desconhecem a natureza de quem as semeou
Odiosas retornam em ações reflexas , em questionamentos
Trazem consigo as verdades desconhecidas
Os universos alheios , e o sentido do outro
Meras portadoras do significado de outras mentes
As palavras são a chave , a porta e o vão
Nós somos os labirintos de nervos expostos
Construídos de pureza de sentimentos e ações dúbias

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