As gargalhadas, recordo , cada existência tem a sua viagem
Eu multiplico as experiências
Minha hiper realidade é um sonho
Vivo meu tempo, minhas dores a meu modo
Nem certo nem errado , mas a minha maneira
Sussurros me surpreendem na noite
Eu sinto teu cheiro de amêndoa moída
Eu multiplico minha existência
Fraciono minhas fases e meus prazeres
Analiso as notas musicais e componho
Invento meu próprio instrumento
Fervilho ideias pelos meus poros abertos
Eu multiplico minha ausência
Nada de onipresença em mim apenas
Ausento me de meus atos
Uso meu corpo inteiro para expressar o nada
Nada sinto, nada vejo e abraço o nadismo cotidiano
Como uma forma de viver
Transbordo meu 'eu ' dentro de mim
Afogo o ego em palavras diminutas
Sento a beira da praça para ver o sol nascer
Para ver a nuvem passar
Para nada
Confraternizo com o nada sou
Dispo as regras dos segredos ocultos
Revelo-me despudoradamente
Nada assombro , pois nada há
Fraciono minha experiência
Fraciono me mil vezes nada
Explodo de tão feliz por esse nada
E tenho a paz sonhada
Sem desejos absurdos encerro meu dia
Feliz por não querer nada
Plena no centro do nada compartilho minha experiência
Não acrescentei nada
Foto de Larissa Quase Sã- Vale do Capão

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