segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Viagem Vazia no nada


As gargalhadas, recordo , cada  existência  tem a sua viagem 
Eu multiplico as experiências 
Minha hiper realidade é um sonho
Vivo meu tempo, minhas dores  a meu modo
Nem certo nem errado , mas a minha maneira 
Sussurros me surpreendem na noite 
Eu sinto teu cheiro de amêndoa moída
 Eu multiplico minha existência 
Fraciono minhas fases e meus prazeres
 Analiso  as notas musicais e componho
Invento meu próprio instrumento
Fervilho ideias  pelos meus poros abertos 
Eu multiplico minha  ausência 
Nada de onipresença  em mim apenas 
Ausento me de meus atos 
Uso meu corpo inteiro para expressar o nada 
Nada sinto, nada vejo  e abraço o nadismo cotidiano
Como uma forma de viver 
Transbordo meu 'eu ' dentro de mim
Afogo o ego em palavras diminutas
 Sento a beira da praça para ver o sol nascer
Para ver a nuvem passar
Para nada 
Confraternizo com o nada sou
Dispo as regras dos segredos ocultos 
Revelo-me  despudoradamente 
Nada assombro , pois nada há
Fraciono minha experiência 
 Fraciono me mil vezes nada 
Explodo de tão feliz por esse nada 
 E tenho a paz sonhada 
 Sem desejos absurdos encerro meu dia
Feliz por não querer nada 
Plena no centro do nada  compartilho minha experiência 
Não acrescentei nada 

Foto de Larissa Quase Sã- Vale do Capão


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