terça-feira, 27 de maio de 2014

Respostas do vento




O tempo veio como uma resposta do silencio
As borboletas que recebi
Arfaram luminosas dentro de mim
Expulsando todas as sombras de meu olhar
Abriram minha alma para uma coragem desmedida

O sorriso veio como uma resposta a leveza
Pela indiferente sensação de não pertencer a este mundo
Sou uma estrangeira na soleira da casa onde nasci
Estranho o som dos meus próprios passos
As palavras fogem de mim
A aridez ateou fogo ao lirismo
As lagrimas afogaram parte de mim
O espelho revela o quanto desfiguraram meu rosto
minha boca desértica arde
Meu espirito livre quebra as correntes
O tempo vem com uma sabedoria que é fonte da existência
Eu me levanto ferozmente busco em mim a coragem
como uma nau estrangeira aporto despretensiosa
Num amanhã, cheio de alvoreceres
De folhas outonais caídas
De sorrisos revestidos de inocência
E outras coisas que só o tempo traz

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