domingo, 12 de abril de 2015

Poesia Obvia, é obvio.

Canta Raul dizendo a verdade
 E tudo de forma tão obvia
Encontra a  forma  de se revelar
 A lua  não está  clara  no céu
As nuvens são sopradas ao sabor do vento
Que imprime sua velocidade  sem pestanejar
O encanto pela luz  entrando pela fresta da janela
 Enquanto faço um café
Aguardo o frio pra congelar minhas expectativas
Aguardo o  vento para carregar minha confusão
Aguardo que abra meus próprios olhos
Eu aceito a verdade
Nada é como eu imaginava
Aceito a verdade assumo que  gosto do sabor da ilusão
Dos pensamentos felizes  do alvorecer
Da esperança sem motivo no amanhã
Sou meus opostos ao mesmo tempo
Me contradigo  feliz , nem mesmo eu  sou como imaginava
Mas eu aceito a verdade
Depois de mil argumentações  vencidas
O  obvio vence , o frio entra pelo canto da porta
Anunciando que veio para ficar
Que fique , racionalizar a vida  anestesia os sentidos
Acolho minha racionalidade e meu  confuso ímpeto emocional
Aceito meus sentimentos glaciais
Não uso maquiagem, sou rigor e  contemplação
Me aceito, de verdade
E da forma mais obvia ,  sento-me em meio a poeira
Contestando Cronos que a tudo devora
Aceito minha transitoriedade
Sendo devorada pelo tempo que nunca possui.

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