Colher o trigo de todo dia
Entre as palavras esmerilhadas
Na intenção de sangrar
Nosso instante diário
De meditação na dor do outro
Mergulho as profundezas do Hades
Para arrancar as raízes dessa dor
Retorno entre gargalhadas e lagrimas
Sangue entre banalidades anestésicas
Nuvens
entre olhos e pensamentos
Aguardo aragens mornas
Que mudem as coisas de lugar
Esculpindo os corações de pedra
Esculpindo as pétreas mentes
Entalhando rígidas almas
Enquanto o tempo apenas
Desfila desleixado
Arrastando grãos de segundo
E a paciência

Nenhum comentário:
Postar um comentário